No programa Última Análise desta segunda-feira (12), os convidados analisaram o que está por trás das manifestações iniciadas no final de dezembro no Irã, contra o regime tirânico dos aiatolás. Primeiramente motivados pela hiperinflação e desvalorização da moeda, o movimento evoluiu para uma contestação direta contra a ditadura teocrática. O país está sendo observado de perto pelo presidente americano Donald Trump, que hoje (13) falou em uma ajuda americana.
O ex-procurador Deltan Dallagnol alertou para o perigo do regime iraniano. Segundo ele, “o Irã é uma ameaça global. Todos os países do entorno olham para o regime iraniano com descofiança, pois ali há alguém que pretende uma expansão do território. E se trata de um país considerado pelos EUA como financiador do terrorismo”.
O regime iraniano, para frear os movimentos, está inclusive perseguindo usuários do serviço de satélite operado pela empresa SpaceX, de Elon Musk. Em meio à repressão brutal, muitos manifestantes recorreram ao recurso para compartilhar vídeos e fotos dos protestos massivos.
“Há um cenário de fragilidade do regime iraniano jamais visto. Não só do próprio regime, mas daquilo que dá suporte à existência dele, como os regimes norte-coreano, venezuelano e russo. Gostem de Trump ou não, fato é que este eixo, mais autocrático, está pelas cordas”, avalia o escritor Francisco Escorsim.
Trump elevou o tom contra o regime iraniano e anunciou o cancelamento de todos os canais de diálogo com as autoridades do país. O número de mortos nas manifestações no Irã foi atualizado para cerca de dois mil, de acordo com dados oficiais.
As novas revelações no caso Banco Master
Duas empresas ligadas a irmãos e a um primo do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), teriam como sócio, até meados de 2025, um dos vários fundos de investimentos associados a suspeitas de fraudes cometidas pelo Banco Master. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, um fundo mantinha participação na Tayayá Administração e Participações, responsável por um resort em Ribeirão Claro (PR), com histórico de participação acionária da família de Toffoli.
“O Toffoli tem relação com pessoas envolvidas em negócios privados, com interesses comerciais relacionados a fundos ligados ao Banco Master. Não há como ele ter isenção e imparcialidade para investigar o caso”, critica Dallagnol.
Após a divulgação do episódio, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou que a CPMI do INSS deverá ter, em breve, uma intersecção com as apurações sobre a liquidação do banco. Ainda, o deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) declarou nesta segunda-feira (12) ter chegado ao número de assinaturas necessárias para a instalação de uma CPI do Banco Master.
“Se vem uma CPI do Banco Master, a crise pode tomar um volume maior, até com manifestações. Do jeito que a coisa está caminhando, não se trata de derrubar Lula. Pode se transformar em algo contra as entranhas do próprio STF”, avalia Escorsim.
O programa Última Análise faz parte do conteúdo jornalístico ao vivo da Gazeta do Povo, no YouTube. O horário de exibição é das 19h às 20h30, de segunda a sexta-feira. A proposta é discutir de forma racional, aprofundada e respeitosa alguns dos temas desafiadores para os rumos do país.
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