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António José Seguro, de esquerda, é eleito presidente de Portugal

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António José Seguro, do Partido Socialista, foi eleito presidente de Portugal neste domingo (8), derrotando André Ventura, líder do partido de direita Chega, por 66,7% dos votos válidos contra 33,3%. A posse está marcada para 9 de março.

No primeiro turno, Seguro já havia liderado a disputa com 31,11%, enquanto Ventura ficou em segundo lugar com 23,52%. Agora, no segundo turno, o socialista alcançou quase 3,5 milhões de votos, tornando-se o candidato mais votado da história do país em números absolutos — ultrapassando Mário Soares, que recebeu 3,4 milhões em 1991.

A participação eleitoral, entretanto, voltou a levantar preocupações: 49,89% dos eleitores não votaram, já que o voto não é obrigatório em Portugal.

Além disso, a votação foi adiada em 17 freguesias — pequenas unidades administrativas equivalentes a bairros ou distritos — devido às fortes chuvas. Apesar disso, a Comissão Nacional de Eleições afirmou que a mudança não deve alterar o resultado, pois o adiamento envolve cerca de 37 mil eleitores, parte dos quais já havia votado antecipadamente.

Lula e PT parabenizam Seguro pela vitória

O presidente Lula celebrou publicamente a vitória de António José Seguro nas eleições portuguesas. Em uma publicação nas redes sociais, Lula destacou a consolidação de Portugal no acordo entre Mercosul e União Europeia. “Uma eleição que transcorreu de forma pacífica e representa a vitória da democracia num momento tão importante para a Europa e para o mundo. E consolida a posição de Portugal de apoio ao acordo Mercosul–União Europeia”, afirmou.

O Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou uma nota parabenizando o novo presidente português. Segundo o comunicado, “ao eleger António José Seguro, o povo português optou, de forma inequívoca, pela defesa dos princípios democráticos e da justiça social, rejeitando a política de divisão, ódio e intolerância da extrema direita”.

Seguro se apresentou como candidato moderado para presidir Portugal

Apesar da longa trajetória no Partido Socialista, Seguro se apresentou durante a campanha como um candidato moderado, falando em “opção segura” e se comprometendo a dialogar com o governo de centro‑direita atualmente no poder.

Sua candidatura atraiu um apoio amplo e transversal, incluindo figuras como o ex-presidente Aníbal Cavaco Silva, além de ministros do governo de centro-direita e a maioria dos candidatos derrotados no primeiro turno. além de ministros da coalizão governista e a maioria dos candidatos eliminados no primeiro turno. O movimento refletiu a tentativa de conter o avanço da direita, representada por André Ventura.

Seguro havia deixado a vida política em 2014, após perder a liderança do Partido Socialista para António Costa. Fora da política, construiu atividades empresariais nos setores de turismo, agricultura e alimentos. Agora, retorna à vida pública com uma das vitórias mais expressivas da história eleitoral portuguesa.

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