Cinco países da Europa (Reino Unido, Alemanha, França, Itália e Holanda), juntamente ao Japão exigiram nesta quinta-feira (19) que o Irã cesse imediatamente seus ataques a navios e infraestrutura, bem como o fim do bloqueio do Estreito de Ormuz, em uma declaração conjunta.
No pronunciamento, os países condenam “nos termos mais fortes” os ataques iranianos contra navios desarmados, infraestrutura civil, instalações de petróleo e gás, e o fechamento de fato do Estreito de Ormuz pelo Irã, que – reiteram – constituem uma violação da Resolução 2817 do Conselho de Segurança da ONU.
Além disso, declararam sua prontidão em “contribuir com os esforços apropriados” para garantir a passagem segura pelo Estreito de Ormuz, sem fornecer mais detalhes e sem abordar especificamente o pedido dos EUA para participar de uma coalizão para escoltar navios de carga que tentam cruzar a rota estratégica.
“A segurança marítima e a liberdade de navegação beneficiam todos os países”, defenderam, antes de apelar “a todos os países para que respeitem o direito internacional”.
Nem os EUA nem Israel — este último que também bombardeou uma enorme instalação de gás no Irã nas últimas horas — foram mencionados nominalmente na declaração.
OMC alerta sobre impacto da guerra nas importações de alimentos e fertilizantes
Também nesta quinta-feira, a Organização Mundial do Comércio (OMC) alertou sobre o impacto do bloqueio do Estreito de Ormuz nas importações de fertilizantes dos principais países produtores agrícolas, bem como nas importações de alimentos dos países da região do Golfo Pérsico.
“Além dos combustíveis, o bloqueio do Estreito de Ormuz interrompeu o fornecimento de fertilizantes, que são fundamentais para a agricultura global”, afirmou a organização em sua apresentação sobre as perspectivas para a economia e o comércio globais.
A OMC detalhou que grandes produtores agrícolas, como Índia, Tailândia e Brasil, dependem dessa rota para 40%, 70% e 35% de suas importações de ureia, respectivamente.
“Não apenas 20% do petróleo consumido passa por Ormuz, mas também 30% dos fertilizantes, portanto, estamos falando de um impacto muito significativo nos importadores de alimentos e na segurança alimentar”, disse o economista-chefe da OMC, Robert Staiger.
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