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Ataques no Estreito de Ormuz ameaçam fornecimento de petróleo

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O Estreito de Ormuz, rota fundamental para o comércio global de energia e ameaçado pelo Irã, foi alvo de pelo menos quatro ataques nas últimas horas, afetando navios de origem grega, japonesa, tailandesa e israelense.

A UK Maritime Commercial Operations (UKMTO), agência que monitora a segurança de navios e marinheiros em todo o mundo, informou que três navios foram atingidos por projéteis nos arredores e dentro do Estreito de Ormuz nesta quarta-feira (11).

Por sua vez, a Guarda Revolucionária iraniana reivindicou a responsabilidade pelo ataque de pelo menos um navio de propriedade israelense e bandeira liberiana, o Express Room, enquanto Teerã afirmou que não permitiria que “um único litro de petróleo” passasse pelo Estreito de Ormuz em benefício dos EUA, Israel ou de seus parceiros.

Ataque a navio cargueiro a noroeste de Dubai

A UKMTO emitiu um alerta nesta quarta-feira informando que um navio graneleiro foi atingido por um projétil desconhecido a pouco menos de 100 quilômetros do noroeste de Dubai, próximo ao Estreito de Ormuz, sem divulgar o nome da embarcação. Segundo o alerta, o capitão do navio relatou o ataque e afirmou que a tripulação estava “sã e salva”.

Horas depois, o jornal grego Naftemporiki noticiou que outro navio graneleiro, o Star Gwyneth, que navega sob a bandeira das Ilhas Marshall, mas pertence à empresa de navegação grega Star Bulk Carriers, foi atingido no casco por um projétil a noroeste de Dubai.

Navio de carga para o norte de Omã

A agência britânica também informou que um navio cargueiro foi atingido por um projétil desconhecido a pouco mais de 20 quilômetros ao norte de Omã, no Estreito de Ormuz, causando um incêndio a bordo. A embarcação solicitou assistência e sua tripulação procedeu à evacuação.

A Marinha Real Tailandesa informou ter recebido um relato de um ataque no Estreito de Ormuz contra um navio graneleiro de bandeira tailandesa pertencente à Precious Shipping Public, que pegou fogo, o que coincide com o relatório da UKMTO.

Segundo a imprensa tailandesa, a embarcação é a Mayuree Naree, com 23 tripulantes a bordo. A Marinha Real de Omã resgatou 20 deles e continua os esforços para auxiliar os três restantes, conforme anunciado pelas forças armadas do país do Sudeste Asiático nas redes sociais.

A Guarda Revolucionária Iraniana reivindicou a autoria do ataque ao Mayuree Naree e também reivindicou a responsabilidade por um atentado contra o Express Room de Israel.

Ataque com projétil contra navios porta-contentores no Golfo Pérsico

A UKMTO informou ainda que o capitão de um navio porta-contêineres alertou as autoridades de que a embarcação havia sido danificada por um “projétil não identificado” a 46 quilômetros a noroeste de Ras Al Khaimah, na costa dos Emirados Árabes Unidos, no Golfo Pérsico.

Segundo o jornal Naftemporiki, o navio porta-contêineres é o One Majesty, de bandeira japonesa.

A empresa de navegação japonesa Mitsui OSK Lines (MOL) informou que seu navio, o One Majesty, foi atingido por outra embarcação nesta quarta-feira, enquanto estava ancorado no Golfo Pérsico. Em comunicado enviado à agência EFE, a empresa, que está investigando o incidente, afirmou que o navio está operando normalmente e a tripulação está em segurança.

Pelo menos 17 incidentes desde o início da guerra perto do Estreito de Ormuz, segundo a UKMTO

Desde 28 de fevereiro, quando começou a ofensiva dos EUA e de Israel contra o Irã, a UKMTO registrou 17 incidentes que afetaram navios ao redor do Estreito de Ormuz.

O Estreito de Ormuz está sofrendo uma queda drástica no tráfego marítimo. O Irã, que o bloqueia pelo norte, ameaçou repetidamente não permitir a exportação de “um único litro de petróleo” da região caso os ataques contra o país não cessem, enquanto Washington insiste que a ofensiva se intensificará se Teerã continuar a interromper o fluxo de petróleo bruto.

Preço do petróleo

O preço do petróleo bruto Brent subiu 2,76% nesta quarta-feira, ultrapassando os US$ 90 no mercado futuro de Londres.

O Irã alertou que não será possível baixar o preço do petróleo por meio de “medidas artificiais” e que, devido à pressão exercida no Estreito de Ormuz, o preço do barril poderá subir para US$ 200.

Por sua vez, o Comando Central dos EUA (Centcom) afirmou ter destruído diversos navios de guerra iranianos perto de Ormuz, incluindo 16 navios lança-minas.

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