A Casa Branca afirmou nesta quinta-feira (15) que o regime do Irã teria cancelado 800 execuções de manifestantes depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu ações militares se tais medidas fossem tomadas pela ditadura islâmica.
“O presidente e sua equipe comunicaram ao regime iraniano que, se as mortes continuarem, haverá consequências. O presidente [então] recebeu uma mensagem de que as mortes e as execuções cessarão”, disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, durante entrevista coletiva.
“O presidente soube hoje que 800 execuções que estavam agendadas e deveriam ter ocorrido ontem foram suspensas”, acrescentou a porta-voz, segundo informações do jornal The Times of Israel.
Trump havia afirmado anteriormente que poderia realizar ações “muito fortes” contra o Irã caso o regime executasse manifestantes. Nesta quinta-feira, Leavitt disse que os EUA ainda não descartaram um ataque ao Irã.
“O presidente e sua equipe estão monitorando de perto a situação e todas as opções permanecem em aberto”, disse a porta-voz. O regime do Irã não se manifestou ainda sobre os comentários de Leavitt.
Na terça-feira (13), grupos de direitos humanos, como os noruegueses Iran Human Rights e Hengaw, citaram fontes que afirmaram que Erfan Soltani, de 26 anos, acusado pela ditadura iraniana de “travar guerra contra Deus” devido à sua participação nos protestos, seria executado na quarta-feira (14), seis dias após ter sido preso. Entretanto, o Hengaw e familiares de Soltani disseram ontem que a execução foi adiada.
Hoje, a agência de notícias Mizan, ligada ao Judiciário iraniano, alegou que o manifestante não havia sido condenado à pena de morte.
Em entrevista à Fox News, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que “não há nenhum plano para enforcamento” de manifestantes, depois que Trump anunciou ontem que as execuções haviam sido suspensas.
De acordo com ONGs internacionais, mais de 2,6 mil pessoas já foram mortas pelas autoridades de segurança do Irã e outras milhares foram presas na repressão aos protestos iniciados no final de dezembro em razão da crise econômica no país persa, mas cujas reivindicações agora incluem a queda do regime islâmico.
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