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Com apoio dos EUA, Equador lança megaoperação contra o crime

O governo do Equador anunciou uma megaoperação em diferentes regiões do país contra o crime organizado que contará com o apoio dos EUA, em um esforço conjunto contra os cartéis de drogas que atuam no país sul-americano. A iniciativa é a primeira ação da aliança internacional contra o crime organizado que reúne 17 países e foi lançada pelo presidente 
Donald Trump neste mês.

Mais de 75 mil policiais e militares, apoiados por veículos blindados e helicópteros, foram mobilizados para operações em quatro províncias equatorianas, onde entrou em vigor um toque de recolher noturno por quinze dias, a partir deste domingo, segundo anunciou o ministro do Interior, John Reimberg.

O representante do governo equatoriano declarou que as autoridades estão “em guerra” contra a criminalidade e foram instruídas a fazer uso “necessário e progressivo da força contra grupos criminosos e suas finanças”.

O general Pablo Dávila, comandante da Polícia Nacional, disse que todas as unidades policiais especializadas e de investigação estarão envolvidas nessas operações, que também utilizarão drones e helicópteros. Ele acrescentou que essas operações fazem parte de uma nova fase da guerra contra o narcoterrorismo, declarada pelo presidente Daniel Noboa em 2024, e que desta vez contarão com “cooperação internacional”.

Quando Noboa anunciou essas operações no início de março, indicou que um dos países com os quais trabalhariam nessa questão seriam os EUA, cujas forças militares iniciaram ações conjuntas na semana passada com as do Equador contra organizações classificadas como “terroristas”. Essas operações incluíram o bombardeio e a destruição de um campo de treinamento pertencente aos Comandos de Fronteira, um dos grupos dissidentes das extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

A imprensa foi impedida pelo governo de cobrir as atividades policiais e militares dos próximos dias. Essas operações ocorrem após o Equador ter encerrado 2025 com 9.235 homicídios, o maior número de assassinatos em sua história.

No início do mês, o governo de Donald Trump antecipou que estava pronto para lançar uma ofensiva militar contra grupos criminosos na América Latina. A declaração foi feita pelo secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, que pediu aos países da região que intensifiquem o combate ao narcoterroristas.

Ainda neste mês, o governo americano sinalizou que estaria avaliando a classificação das facções PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais, algo que tem preocupado o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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