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Como Cuba está reagindo à captura de Maduro

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O regime comunista de Cuba intensificou ações de vigilância, restrição de circulação e presença policial em espaços públicos após a operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do agora ex-ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores, no sábado (3).

As medidas foram reveladas nas redes sociais por organizações de direitos humanos e coincidem com o temor do regime comunista cubano de possíveis repercussões internas diante da queda de seu principal aliado regional.

Segundo a organização de direitos humanos Cubalex, desde este domingo (4) houve um aumento significativo da vigilância em frente às residências de opositores e ativistas cubanos que ainda vivem na ilha, além de ordens informais que impedem a saída dessas pessoas de casa. De acordo com a entidade, membros do Partido União por Cuba Livre (PUNCLI), como Juan Luis Bravo, José Elías González Aguero e Cecilio Félix Moreno Suárez, permanecem sitiados por forças de segurança, sem autorização para circular livremente na ilha.

O opositor Miguel Ángel Herrera relatou à Cubalex que está sob vigilância constante na cidade de Guantánamo, onde mora. Na cidade de Santa Clara, o coordenador geral do Foro Antitotalitário Unido (FANTU), uma organização que faz oposição ao regime castrista, Guillermo Fariñas, que chegou a ser detido em dezembro e libertado em seguida, denunciou que um oficial do regime de Havana informou a familiares que ele não poderia sair de casa entre segunda (5) e esta terça (6), sob ameaça de nova detenção. Fariñas enfrenta problemas de saúde.

Ainda de acordo com a Cubalex, houve também reforço da presença policial e militar em áreas centrais de Havana, como Havana Vieja – o centro da cidade, com patrulhamento ostensivo e controle do espaço público durante todo o fim de semana. A organização afirma que essas medidas fazem parte de um padrão recorrente do Estado cubano para prevenir manifestações de descontentamento social em momentos de instabilidade regional.

A reação interna ocorre em paralelo à resposta oficial do regime cubano aos acontecimentos na Venezuela. O ditador cubano Miguel Díaz-Canel condenou publicamente a operação dos Estados Unidos em Caracas, classificando-a como “ilegal”, e decretou dois dias de “luto nacional” pela morte de 32 agentes cubanos que integravam o esquema de segurança de Maduro. As mortes dos agentes evidenciaram o grau de envolvimento de Cuba nas estruturas de segurança e inteligência do regime venezuelano.

Reportagem da Associated Press (AP) revelou que a captura de Maduro gerou grande apreensão entre autoridades cubanas, especialmente pelo risco de interrupção do fornecimento de petróleo venezuelano, essencial para a já fragilizada economia da ilha. Segundo a agência, a perda do aliado em Caracas aprofunda a vulnerabilidade do regime cubano, o que explica a adoção de medidas repressivas preventivas na ilha.

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