Início Brasil Diretor da PF retira acessos de policial dos EUA no Brasil

Diretor da PF retira acessos de policial dos EUA no Brasil

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, declarou nesta quarta-feira (22) que retirou as credenciais do adido da polícia federal dos EUA (FBI) no Brasil. A medida ocorre após o descredenciamento do delegado Marcelo Ivo de Carvalho dos sistemas dos EUA, na Flórida.

Carvalho participou da detenção do ex-diretor da PF Alexandre Ramagem (PL-RJ) e teve as credenciais desligadas pelos EUA e seu retorno ao Brasil teria sido determinado por Rodrigues para “esclarecimentos”. O diretor afirmou ter cassado a credencial do americano em resposta a este fato “com pesar”, segundo disse em entrevista à GloboNews.

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Rodrigues esteve na emissora para esclarecer fatos ligados à detenção de Ramagem, que acabou solto posteriormente, segundo aliados, por atuação direta do governo de Donald Trump. O diretor criticou duramente a postura dos EUA, que libertaram Ramagem após dois dias e, em seguida, declararam pelas redes sociais que o delegado brasileiro não era mais bem-vindo ao país, alegando suposta manipulação de processos de deportação.

Rodrigues classificou a acusação como “maluquice”, ressaltando que a instituição não pauta suas ações por mensagens em redes sociais.

“Isso é risível; não é possível alguém imaginar que um policial está nos EUA para enganar as agências americanas”, declarou. Ele afirmou que aguarda uma comunicação formal do governo estrangeiro para decidir os próximos passos.

“Manipulação” e “perseguição política”

O governo Trump acusou o delegado Marcelo Ivo de tentar “contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas” ao território americano. A medida foi divulgada pelo Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental na última segunda-feira (20).

Rodrigues explicou que Marcelo Ivo não recebeu um comunicado formal de expulsão, mas teve seus acessos aos sistemas do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) revogados ao chegar para trabalhar. “Ele voltou por determinação minha, para que possamos esclarecer se de fato há um processo e entender”, afirmou o diretor da PF.

O diretor destacou a qualificação do delegado brasileiro, que teria sido responsável pela localização de 49 foragidos e por 56 deportações. Ele foi enfático ao criticar a comunicação via redes sociais: “Não trabalho com rede social. É preciso sair do mundo da rede social, onde um bando de maluco fala o que não sabe”, apelou.

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