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Eduardo defende supervisão internacional nas eleições do Brasil

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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) defendeu nesta terça-feira (3), em sua conta no X, que a comunidade internacional participe das eleições do próximo mês de outubro. Para o filho “Zero Três” do ex-presidente, apenas a participação de observadores internacionais, com uma atuação “preventiva”, garantiria a lisura do processo eleitoral no Brasil.

“Precisamos garantir que a comunidade internacional fique de olho no Brasil, (…) para assegurar que aconteça uma auditoria de verdade e, por que não, um mecanismo de recontagem dos votos”, declarou.

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Ainda colocando esperanças do retorno da direita ao poder em uma influência mais específica dos EUA, ele comentou a associação do presidente do Brasil, Lula, com o “que há de pior no mundo”. Eduardo citou ditadores contra os quais o presidente americano Donald Trump atuou, dizendo que, por proximidade com eles, “Lula está só no mundo”.

“Nós temos certeza que, naturalmente, a hora do Lula vai chegar”, declarou, citando uma participação estrangeira supervisionando as eleições.

Processo por suposta coação

Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo enfrentam um processo no Supremo Tribinal Federal (STF) por suposta prática de coação em processo judicial. A investigação corre depois que Trump aplicou sobretaxas nas transações comerciais com o Brasil.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, entende que tanto as taxas como as sanções a ministros do STF ocorreram por influência deles, que estão em autoexílio nos EUA alegando perseguição no Brasil.

De acordo com Gonet, os denunciados teriam “cometido coação, crime previsto no Código Penal (artigo 344), que consiste em usar violência ou grave ameaça com o objetivo de favorecer interesses próprios ou de terceiros, direcionados a autoridades, partes ou qualquer pessoa envolvida em processos judiciais, policiais, administrativos ou arbitrais”, diz o texto da denúncia.

No dia que a PGR entrou com a denúncia no STF, o governo americano aplicou novas sanções a autoridades brasileiras e a Lei Magnitsky à esposa de Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, e ao Lex Instituto de Estudos Jurídicos, ligado à família. A medida foi levantada meses depois.

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