Os Estados Unidos disseram que dois destróieres da Marinha equipados com mísseis guiados entraram no Golfo para romper um bloqueio iraniano e que duas embarcações americanas cruzaram o Estreito de Ormuz nesta segunda-feira (4). A informação foi divulgada após o Irã afirmar ter impedido a entrada de um navio de guerra dos EUA na região.
O Comando Central dos EUA (Centcom) afirmou que suas forças estão apoiando o “Projeto Liberdade” do presidente Donald Trump, que busca retirar navios comerciais presos no Golfo devido à guerra entre EUA, Israel e Irã, além de manter o bloqueio aos portos iranianos. O apoio deve ser feito com 15 mil militares, mais de 100 aeronaves terrestres e navais, além de navios de guerra e drones.
“Nosso apoio a essa missão defensiva é essencial para a segurança regional e para a economia global, ao mesmo tempo em que mantemos o bloqueio naval”, disse o almirante Brad Cooper, comandante do Centcom.
Trump deu poucos detalhes sobre o plano para ajudar navios e tripulações que permanecem presos na região e enfrentam escassez de alimentos e suprimentos.
“Dissemos a esses países que vamos conduzir seus navios com segurança para fora dessas vias restritas, para que possam continuar suas atividades”, escreveu Trump na rede Truth Social no domingo.
A ação elevou o risco de confronto direto entre EUA e Irã em uma rota por onde normalmente passa cerca de um quinto do petróleo e gás transportados por via marítima no mundo, mas que está bloqueada há dois meses por causa da guerra.
O Centcom informou que dois navios mercantes com bandeira dos EUA cruzaram o estreito enquanto os destróieres operavam no Golfo, acrescentando: “As forças americanas estão apoiando ativamente os esforços para restaurar o trânsito do transporte marítimo comercial.”
Mais cedo, o Irã afirmou ter forçado um navio de guerra dos EUA a recuar de Ormuz, embora o Centcom tenha negado rapidamente relatos da imprensa iraniana de que a embarcação teria sido atingida por mísseis.
Um alto funcionário iraniano disse à Reuters que foi disparado um tiro de advertência e que não estava claro se o navio foi danificado.
Os preços do petróleo subiram 5% após relatos do recuo do navio, mas por volta de 9h20 (no horário de Brasília) avançavam cerca de 2,5%.
O setor de transporte marítimo segue cético quanto à segurança da rota, essencial para o comércio global, diante da falta de avanços rumo a uma solução negociada para o conflito entre Washington e Teerã.
Em resposta ao anúncio dos EUA, o comando unificado das forças iranianas instruiu navios comerciais e petroleiros a evitarem qualquer movimento sem coordenação com suas forças armadas.
“Já dissemos repetidamente que a segurança do Estreito de Ormuz está em nossas mãos e que a passagem segura de embarcações deve ser coordenada com as forças armadas”, afirmou Ali Abdollahi, chefe do comando.
“Alertamos que qualquer força armada estrangeira, especialmente o agressivo Exército dos EUA, será atacada se tentar se aproximar ou entrar no Estreito de Ormuz.”
Desde o início da guerra, o Irã bloqueou praticamente toda a navegação no Golfo, exceto a própria, elevando os preços do petróleo em mais de 50%.
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