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EUA terão arma que mata por onda de pressão. Entenda

O Exército dos Estados Unidos vai poder contar, pela primeira vez em quase seis décadas, com uma granada letal inteiramente nova. A arma, chamada M111, foi aprovada para produção em larga escala em março e representa uma mudança significativa na forma como soldados americanos enfrentam o combate em espaços fechados.

Ao contrário das granadas tradicionais, que funcionam expelindo estilhaços metálicos em todas as direções, a M111 mata por meio de uma onda de pressão – tecnicamente chamada de blast overpressure. Quando explode, o invólucro plástico da granada se vaporiza completamente, liberando uma onda de choque que se propaga pelo ambiente sem ser bloqueada por paredes, móveis ou outros obstáculos internos. Segundo o Exército americano, essa onda comprime e descomprime os tecidos do corpo de forma violenta, podendo romper pulmões, tímpanos e olhos, e causar danos ao cérebro.

A principal vantagem da nova arma está justamente no combate urbano. Em situações de guerra dentro de edificações – como a limpeza de cômodos e corredores -, as granadas de fragmentação convencionais apresentam um problema sério: os estilhaços podem, ricocheteando em paredes de concreto ou metal, atingir os próprios soldados aliados. Esse risco, conhecido militarmente como fratricídio, foi documentado com frequência durante as operações de combate casa a casa no Iraque.

A M111 substitui a MK3A2, granada de concussão retirada de serviço nos anos 1970 porque seu corpo era fabricado com amianto, material cancerígeno. De acordo com o Exército, o novo modelo elimina esse problema: o plástico que forma o invólucro some completamente na explosão, sem deixar resíduo tóxico.

A granada até então em uso, a M67 – arma do tamanho de uma bola de beisebol, adotada em 1968 -, não será aposentada. Segundo o Exército, ela continuará sendo usada em campo aberto, onde os estilhaços são mais eficazes. Essa granada funciona por fragmentação: ao explodir, seu corpo de aço se parte em estilhaços que se dispersam em todas as direções a alta velocidade, com raio letal de 5 metros e capacidade de atingir alvos a até 230 metros de distância.

A M111 entra então no arsenal como complemento, destinada especificamente a ambientes fechados e situações de combate em espaço restrito.

O desenvolvimento da nova arma foi conduzido no Arsenal de Picatinny, em parceria com o Centro de Armamentos do Comando de Capacidades de Desenvolvimento de Combate do Exército. Para facilitar a transição, a M111 foi projetada para compartilhar o mesmo processo de armamento de cinco etapas da M67, o que reduz a necessidade de retreinamento.

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