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Exército prende 3 militares por envolvimento na suposta tentativa de golpe

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O Exército Brasileiro prendeu, nesta sexta-feira (10), três militares condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento no chamado “núcleo 4” da suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Eles são acusados de promover ações para gerar instabilidade institucional das eleições por meio da disseminação de informações falsas.

Foram presos o major da reserva Ângelo Denicoli, detido em casa no Espírito Santo e encaminhado ao 38º Batalhão do Exército em Vila Velha, o subtenente Giancarlo Rodrigues e do tenente-coronel Guilherme Almeida, ambos levados a unidades militares em Brasília. Já o coronel Reginaldo Abreu, também condenado, não foi localizado e é considerado foragido nos Estados Unidos.

À Gazeta do Povo, o Exército confirmou as prisões e que os alvos foram levados a unidades prisionais da Força.

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A ordem para início do cumprimento da execução penal dos condenados ocorre dias depois do ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinar o encerramento do processo – o chamado “trânsito em julgado”, quando não há mais possibilidade de recursos. Ele é o relator dos processos da suposta tentativa de golpe na Corte, que também levaram o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à prisão sob a alegação de liderar o plano.

Entre os sete condenados pelo STF no chamado núcleo 4, também está o agente Marcelo Bormevet, da Polícia Federal, que já está preso desde 2024, e passou a cumprir pena definitiva a partir desta sexta-feira (10). Outro nome da lista, Carlos César Moretzsohn Rocha, ligado ao Instituto Voto Legal, está no Reino Unido e também é considerado foragido.

Outro integrante da lista, o ex-major Ailton Gonçalves Barros, já cumpria prisão domiciliar.

As prisões seguem a determinação de que militares cumpram pena sob custódia das próprias Forças Armadas, em instalações militares, e não em presídios comuns. Por isso, a responsabilidade pelas detenções desses três condenados ficou a cargo do Exército, enquanto a Polícia Federal atua na busca dos demais réus civis.

Como atuava o “núcleo 4”

Segundo a Procuradoria-Geral da República, os condenados utilizaram estruturas da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar adversários políticos e produzir conteúdos falsos com o objetivo de atingir o processo eleitoral e autoridades públicas. A acusação sustenta que essas ações buscavam criar um ambiente favorável a uma ruptura institucional.

As condenações foram definidas em 21 de outubro do ano passado, com penas que variam de 7 anos e 6 meses a 17 anos de prisão, além de multas e outras sanções. Entre as punições adicionais estão o pagamento de R$ 30 milhões por danos morais coletivos, a inelegibilidade dos envolvidos e a perda de cargo no caso do agente da Polícia Federal.

Também foi determinada a comunicação ao Superior Tribunal Militar (STM) para avaliar a “indignidade para o oficialato” de alguns dos militares condenados, o que pode resultar na perda de patentes. O processo ainda prevê o envio de cópias para aprofundamento de investigações relacionadas a outros nomes citados no caso.

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