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Filiação de Caiado envolve preocupação do PSD com eleições ao Senado | Política

A articulação discreta do presidente do PSD, Gilberto Kassab, envolveu uma avaliação de que Caiado é um nome forte em Goiás e, se não for escolhido pelo partido para a corrida à Presidência, se elegeria “com tranquilidade” ao Senado, segundo apurou o Valor com fontes do partido. Se tentar uma cadeira de senador não for o desejo de Caiado, ele também pode ser importante para a eleição de nomes fortes pelo PSD.

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“Ele [Caiado] é muito bem avaliado, então ele se elege com tranquilidade [ao Senado]. Não sei nem se ele quer ir ao Senado, mas ele também ele pode contribuir com o projeto de quem quer que seja”, avaliou um integrante do PSD.

Se não trabalhar nomes para concorrer ao Senado, o partido de Kassab, que é hoje uma das maiores bancadas da Casa, com 14 cadeiras, pode acabar encolhendo. Em 2026, 11 desses cargos estarão em disputa, com alguns dos ocupantes deles não tentando a reeleição para disputar o governo de seus Estados.

Diferente de Caiado, o senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO), que buscará a reeleição em 2026, é governista. Os diferentes espectros dos dois políticos goianos podem entrar em conflito na construção de uma chapa do partido para disputar os cargos do Legislativo.

Aliados do governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), já expressam que o paranaense não deve tentar uma vaga no Senado se não for escolhido pelo PSD para concorrer à presidência. O governador do Rio Grande do Sul, por sua vez, cogita se candidatar a uma das duas vagas de senador em disputa.

Além da preocupação com o Senado, aliados de Ratinho Jr. apontam que o movimento de Caiado é uma consequência da candidatura de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto, que retirou do jogo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), pela ligação com o ex-presidente Bolsonaro, que optou por seu filho.

Ratinho Jr., Caiado e Leite estavam alinhados na ideia de apoiar o governador de São Paulo como candidato de centro-direita, mas com a opção de Bolsonaro por Flávio, o grupo passou a articular uma candidatura alternativa.

A tendência é que o nome seja definido pela pontuação nas pesquisas e pela rejeição, o que coloca Ratinho Jr. como o favorito para concorrer à presidência neste ano.

O grupo quer evitar que o candidato seja chamado “terceira via” e busca emplacar o nome como “candidato da centro-direita”. O principal desafio, segundo aliados do paranaense, é chegar ao segundo turno e, nesse cenário, o principal adversário é Flávio Bolsonaro.

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