InícioBrasilGonet defende que Toffoli levante sigilo do caso Master às defesas

Gonet defende que Toffoli levante sigilo do caso Master às defesas

Publicado em

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli conceda às defesas acesso às provas obtidas no inquérito do caso Master. O parecer foi apresentado nesta sexta-feira (6).

Gonet afirmou que, mesmo em processos que tramitam sob sigilo, os advogados têm o direito de consultar elementos de prova já formalizados na investigação, sempre que essas informações forem necessárias para garantir o exercício do direito de defesa.

Embora não defenda explicitamente a retirada total do sigilo e a abertura do processo ao público, a manifestação do procurador-geral responde a uma determinação de Toffoli, que liberou o acesso aos vídeos dos depoimentos e da acareação entre Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB).

  • Caso Master: Toffoli avalia dividir inquérito para reduzir pressão sobre o STF
  • Diretor do BC diz que Banco Master tinha só R$ 4 milhões em caixa na época da liquidação

Sigilo de vídeos foi retirado em decisão que ampliou pedido do BC

A decisão de Toffoli ocorreu após o Banco Central do Brasil (BC) solicitar acesso ao vídeo do depoimento de seu diretor de Fiscalização, Ailton de Aquino Santos. O ministro autorizou o pedido e foi além: tornou o material disponível ao público em geral. Ele ressaltou, no entanto, que a liberação dizia respeito exclusivamente aos depoimentos e à acareação, mantendo-se, no restante, o sigilo do Inquérito 5.026 até manifestação da Procuradoria-Geral da República sobre o tema.

O inquérito apura um esquema de fabricação de Cédulas de Crédito Bancário (CCBs) sem valor real. A instituição financeira foi liquidada extrajudicialmente no mesmo período em que Vorcaro foi preso no Aeroporto de Guarulhos.

Após a prisão, as decisões de Toffoli no caso chamaram a atenção da imprensa. O ministro colocou os autos sob sigilo, determinou que as provas fossem encaminhadas ao próprio prédio do Supremo — em vez de permanecerem sob custódia da Polícia Federal — e escolheu peritos para atuar na investigação.

Em meio ao caráter atípico dessas medidas, jornalistas descobriram o resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR). O local foi fundado pela família do ministro e já teve entre seus acionistas o empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.

As revelações fizeram com que o caso Master se tornasse o centro das discussões sobre a criação de um código de ética para a Corte, proposta defendida pelo presidente do STF, Edson Fachin. Na abertura do ano judiciário, Fachin designou a ministra Cármen Lúcia como relatora da proposta.

@mesquitaalerta – Aqui, a informação nunca para.

Artigos mais recentes

De 80 bancos alvo de processo extrajudicial do BC em 60 anos, 58 faliram ou foram liquidados | Finanças

A maior parte das liquidações extrajudiciais de bancos decretadas pelo Banco Central...

Milei cria órgão para contestar informações divulgadas na imprensa

O governo do presidente argentino, Javier Milei, anunciou a criação da chamada Oficina de...

Braga Netto pede para reduzir pena com curso a distância

A defesa do general Braga Netto pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)...

Portugal tem segundo turno inédito em meio a incertezas após tempestade | Mundo

Portugal realiza neste domingo (8) um segundo turno presidencial inédito em quatro...

MAIS NOTÍCAS

De 80 bancos alvo de processo extrajudicial do BC em 60 anos, 58 faliram ou foram liquidados | Finanças

A maior parte das liquidações extrajudiciais de bancos decretadas pelo Banco Central...

Milei cria órgão para contestar informações divulgadas na imprensa

O governo do presidente argentino, Javier Milei, anunciou a criação da chamada Oficina de...

Braga Netto pede para reduzir pena com curso a distância

A defesa do general Braga Netto pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)...