O governo francês afirmou nesta terça-feira (21) que compensará integralmente o impacto econômico da crise do Irã com um congelamento de parte dos gastos, enquanto se prepara para uma nova rodada de medidas de apoio.
Um aumento nos preços da energia e nos juros dos títulos soberanos desde o início da guerra no Irã deve custar ao governo entre 4 bilhões de euros (US$ 4,7 bilhões) e 6 bilhões de euros, sendo que o aumento dos custos de endividamento responde por 3,6 bilhões de euros, disse o ministro das Finanças, Roland Lescure.
“Diante desses 6 bilhões de euros que esperamos que a crise custe, estamos segurando 6 bilhões de euros em gastos”, disse o ministro do Orçamento, David Amiel, a jornalistas após uma reunião com parlamentares.
O governo do primeiro-ministro francês, Sebastien Lecornu, prometeu neutralizar o impacto orçamentário das medidas destinadas a ajudar as famílias a lidar com o choque nos preços da energia provocado pelo conflito, mas enfrenta pressão crescente para oferecer mais ajuda.
Lescure afirmou que Lecornu anunciará novas medidas na noite de terça-feira para ajudar os consumidores a lidar com os preços mais altos da energia, com foco especial nas pessoas que dependem de veículos para trabalhar.
A França, que já enfrenta um dos maiores déficits orçamentários da zona do euro, só pode arcar com medidas de apoio estritamente direcionadas aos que mais precisam, disse o governo. Até agora, o foco tem sido subsídios emergenciais para combustível destinados aos setores de transporte, pesca e agricultura.
Enquanto isso, o governo enfrenta pressão da extrema-direita para implementar uma redução custosa no imposto sobre valor agregado (IVA) de 20% sobre combustíveis, enquanto a esquerda radical defende o controle dos preços da energia.
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