O Papa Leão XIV voltou a manifestar neste domingo (22) sua preocupação com os conflitos armados no mundo, com ênfase especial para o Oriente Médio. As palavras foram ditas na Praça São Pedro, diante de milhares de fiéis reunidos no Vaticano, ao final do Angelus, tradicional oração católica sobre a encarnação de Jesus no ventre de Maria. O pontífice afirmou ainda que as guerras representam um “escândalo para toda a humanidade”.
Neste domingo, o papa Leão XIV começou expressando sua preocupação com os conflitos em curso, em especial no Oriente Médio, e defendeu que o silêncio diante do sofrimento de inocentes não é uma opção.
“O que as fere, fere toda a humanidade. A morte e a dor provocados por essas guerras são um escândalo para toda a família humana”, disse o pontífice, pedindo orações aos fiéis. “[Que] se abram finalmente caminhos de paz fundados no diálogo sincero e no respeito da dignidade de toda pessoa humana”, complementou.
Na semana anterior, o pontífice já havia falado sobre o tema, o que gerou uma resposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que rejeitou a possibilidade de um cessar-fogo ao ser questionado sobre o assunto.
A menos de três meses do início da Copa do Mundo de futebol masculino, o pontífice encerrou sua fala citando a grande maratona realizada neste domingo em Roma, com atletas de todo o mundo, como um sinal de esperança. “Possa o esporte traçar sendas de paz, de inclusão social e de espiritualidade”, finalizou.
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O posicionamento de Leão XIV neste domingo não foi o primeiro. Na semana anterior, o pontífice havia pedido um cessar-fogo imediato na guerra contra o Irã, lamentando a violência que, segundo ele, matou milhares de não combatentes e causou sofrimento em toda a região.
A declaração gerou uma resposta do presidente dos Estados Unidos. Na sexta-feira (20), Donald Trump afirmou que não tem intenção de negociar uma trégua. “Não se negocia um cessar-fogo quando se está literalmente dizimando o outro lado”, disse o presidente americano a jornalistas na Casa Branca.
Trump acrescentou que a ofensiva conjunta de EUA e Israel destruiu a Marinha e a Força Aérea iraniana e eliminou seus principais líderes. A guerra contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro, está prestes a completar um mês sem que o presidente esclareça por quanto tempo espera que o conflito se estenda.
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