O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) caiu 0,24% em março, depois de recuar 0,42% um mês antes. Com esse resultado, o índice acumula baixa de 0,36% no ano e retração de 2,53% nos últimos 12 meses. Em março de 2025, o IGP-10 havia tido alta de 0,04% no mês e acumulava elevação de 8,59% em 12 meses.
“Nesta apuração, o índice de preços ao produtor segue registrando queda nas commodities de maior peso, especialmente minério de ferro, soja e milho. No âmbito do consumidor, destacam-se os movimentos de cursos formais e passagens aéreas, ambos registrando retração em suas taxas de variação. Já na construção civil, altas menos intensas nos custos de mão de obra contribuíram para a desaceleração da inflação nesse segmento”, afirmou o economista do FGV Ibre André Braz.
Em março, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) cedeu 0,39%, ante recuo de 0,80% em fevereiro. Analisando os diferentes estágios de processamento, o grupo de Bens Finais apresentou aceleração, passando de decréscimo de 0,05% em fevereiro para elevação de 0,59% em março. O índice correspondente a Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos de alimentos in natura e combustíveis para o consumo, subiu de 0,06% em fevereiro para 0,16% um mês depois. A taxa do grupo Bens Intermediários diminuiu 0,33% em março, invertendo o movimento de fevereiro, quando o índice tinha avançado 0,51%. O índice de Bens Intermediários (ex) (excluindo o subgrupo de combustíveis e lubrificantes para a produção) caiu 0,03% em março, após alta de 0,61% mês anterior. O estágio das Matérias-Primas Brutas passou de baixa de 2,20% em fevereiro para decréscimo de 1,11% em março.
Em março, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) teve alta de 0,03%, inferior ao aumento de 0,50% de fevereiro. Entre as oito classes de despesa que compõem o índice, Educação, Leitura e Recreação mudaram de direção (1,51% para -2,16%), Transportes abrandaram o ritmo de avanço (0,93% para 0,06%), assim como Alimentação (0,44% para 0,37%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,24% para 0,18%) e Habitação (0,34% para 0,31%). Vestuário foi para o campo positivo (-1,10% para 0,07%), mesmo comportamento visto por Comunicação (0,00% para 0,11%). Despesas Diversas subiram mais (0,33% para 0,88%).
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,29% em março, abaixo da taxa de 0,47% observada em fevereiro. Analisando os três grupos constituintes do INCC, Materiais e Equipamentos foi de 0,32% para 0,28%; o grupo Serviços desacelerou de 0,53% para 0,25%; e o grupo Mão de Obra abrandou de 0,66% para 0,31%.
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