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Inflação do Canadá acelera para 2,4% em setembro impulsionada por alimentação | Mundo

A inflação anual do Canadá atingiu o patamar de 2,4% em setembro, acima dos 1,9% registrados em agosto. A aceleração, aponta a agência oficial de estatísticas Statistics Canada, reflete um aumento no preços dos alimentos e uma queda menor nos preços da gasolina.

Este é o dado mais importante a ser publicado antes da próxima decisão de política monetária do Banco do Canadá, prevista para o fim deste mês, e que será acompanhada por economistas para avaliar se o banco voltará a reduzir as taxas de juros.

Os mercados financeiros apostam que a probabilidade de um corte de 25 pontos-base em 29 de outubro é superior a 86%, o que reduziria a taxa básica de juros para 2,25%. Analistas consultados pela Reuters haviam previsto que a inflação anual subiria para 2,3% em setembro, ante 1,9% em agosto.

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,1% em setembro em relação ao mês anterior, revertendo uma queda de 0,1% em agosto, segundo a Statistics Canada.

Já os preços da gasolina vêm caindo anualmente desde que o governo eliminou a taxa de carbono sobre o combustível, que havia mantido os preços elevados durante todo o ano passado.

No entanto, a queda em setembro foi menor do que a de agosto, principalmente porque, em setembro do ano passado, os preços da gasolina despencaram 7,1% devido às perspectivas negativas para a economia global.

Excluindo a gasolina, o CPI subiu 2,6% em setembro, após uma aceleração de 2,4% em agosto.

Os preços dos alimentos aumentaram 3,8% em termos anuais, após uma alta de 3,4% em agosto — impulsionados principalmente por um aumento de 4% nos alimentos comprados em supermercados, em comparação a 3,5% no mês anterior.

Setembro de 2025 registrou o maior aumento anual nos preços de alimentos em supermercados desde o ponto mais baixo recente, em abril de 2024, segundo a Statistics Canada.

Os aluguéis também contribuíram para o aumento anual do CPI, com uma alta de 4,8% em setembro, elevando a inflação de habitação — o maior componente da cesta do CPI — para 2,6%.

— Foto: Karolina Grabowska/Pexels

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