O regime islâmico do Irã ameaçou nesta quarta-feira (11) atacar portos e centros econômicos em todo o Oriente Médio caso os Estados Unidos realizem ações militares contra instalações iranianas do tipo na região. A ameaça foi feita após o Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom) pedir que civis evitem portos iranianos que estariam sendo usados para operações militares.
A ameaça foi divulgada pelo porta-voz das Forças Armadas iranianas, general de brigada Abolfazl Shekarchi, em entrevista à televisão estatal.
“Se a ameaça dos Estados Unidos contra os portos do Irã se materializar, todos os portos e centros econômicos da região serão atacados”, afirmou.
Shekarchi também pediu que países vizinhos não permitam a presença de tropas americanas em seus territórios e negou acusações dos EUA de que embarcações da Guarda Revolucionária estariam escondendo navios em portos civis. Segundo ele, as informações divulgadas por Washington fazem parte de uma “tentativa de justificar novas ações militares contra o país”.
A acusação americana foi feita pouco antes pelo Comando Central dos Estados Unidos, que orientou a população iraniana a evitar imediatamente áreas portuárias onde forças navais do regime estariam operando. Em comunicado, o Centcom afirmou que não pode garantir a segurança de civis próximos a instalações usadas com fins militares.
Segundo o comando militar, o Irã estaria utilizando portos civis ao longo do Estreito de Ormuz para conduzir operações navais, o que colocaria em risco o transporte marítimo internacional.
“Portos civis usados com propósitos militares perdem seu status de proteção e se tornam alvos legítimos”, afirmou o órgão, acrescentando que as ações iranianas colocam em risco vidas de civis e a segurança da navegação.
O aviso ocorreu horas depois da divulgação de um vídeo do almirante Brad Cooper, comandante do Centcom, no qual ele declarou que a missão das forças americanas é reduzir a capacidade do Irã de projetar poder militar na região e impedir ataques contra navios que cruzam o Estreito de Ormuz.
A região do estreito se tornou um dos principais pontos de tensão desde o início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, iniciada em 28 de fevereiro. A passagem marítima é considerada estratégica, já que cerca de um quinto do petróleo transportado no mundo passa por ali, segundo dados do mercado internacional de energia.
De acordo com autoridades iranianas, Teerã não permitirá que “nem um litro de petróleo” atravesse o Estreito de Ormuz em benefício dos Estados Unidos, de Israel ou de países aliados. O Exército iraniano afirmou nesta semana que atingiu dois navios que teriam ignorado advertências de sua força naval, incluindo uma embarcação que, segundo o regime, teria ligação com Israel.
O Centcom, por sua vez, declarou ter destruído recentemente várias embarcações militares iranianas próximas ao estreito, incluindo navios usados para lançar minas marítimas, em meio à escalada de confrontos na região.
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