O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou que o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), seguirá como seu vice na chapa presidencial que concorrerá às eleições de outubro.
A confirmação ocorreu durante a reunião ministerial desta terça-feira (31), a primeira do ano e a última antes do prazo para que os ministros deixem seus cargos se quiserem concorrer a algum posto nas eleições de 2026.
“O companheiro Alckmin, que vai ter que deixar o MDIC, ele vai ter que deixar, porque ele é candidato a vice-presidente da República outra vez”, disse o petista, seguido por aplausos da equipe ministerial.
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O PSB vivia um clima de incerteza. Lula chegou a dizer que a vaga estaria garantida, mas que Alckmin “ajudaria mais” como candidato ao Senado por São Paulo.
A escolha do atual vice-presidente para seguir no cargo na chapa que concorrerá em outubro também contraria uma ala do próprio PT que defendeu uma articulação com o PSD. O presidente do partido em São Paulo, Kiko Celeguim, chegou a levantar a possibilidade de Gilberto Kassab sair ao lado de Lula.
“Para ganhar a eleição, precisamos de Kassab e Geraldo [Alckmin] nas posições corretas. Kassab na vice de Lula e Geraldo em São Paulo”, afirmou pontuando que “o PSD é o partido-chave para ganhar a eleição”.
O PSD, no entanto, acabou confirmando a candidatura própria à presidência na véspera com a escolha do governador goiano Ronaldo Caiado para concorrer contra a reeleição petista.
“Dança das cadeiras” na Esplanada
Cerca de 20 ministros devem deixar a Esplanada até sexta-feira (3). Depois disso, os que ainda estiverem em seus cargos não poderão concorrer. Durante seu discurso, Lula ironizou, sem citar nomes, um ministro que pediu para sair apenas para “ficar na espreita”, uma vez que não será candidato.
Outra fala de Lula toca na tensão entre a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (PSB-SP), e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB-SP). O petista mencionou a saída de Tebet do Mato Grosso do Sul para concorrer ao Senado por São Paulo, dizendo que a ministra se cansou da política, mas apenas em seu estado natal.
O presidente ainda sinalizou que deve manter o quadro ministerial como está, colocando os secretários-executivos no lugar dos ministros que deixarem o cargo. Foi o caso da Fazenda, pasta em que Fernando Haddad (PT-SP) foi substituído por Dario Durigan para concorrer ao governo do estado de São Paulo.
Também vão deixar a Esplanada os ministros Rui Costa, da Casa Civil, que concorrerá ao Senado pela Bahia; Gleisi Hoffmann, das Relações Institucionais, para o Senado pelo Paraná; Renan Filho, dos Transportes, para o governo de Alagoas, entre outros.
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