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Lula diz ter sorte e pede voto: ‘votem em quem tem sorte’ | Política

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu nesta terça-feira (3) voto para sua pré-candidatura à reeleição. Ao discursar em São Paulo, na abertura da II Conferência Nacional do Trabalho, Lula listou conquistas econômicas de sua gestão e disse, em tom de ironia, que foi “sorte”. Na sequência, pediu à plateia de sindicalistas e lideranças políticas: “votem em quem tem sorte”.

“Eu sou um cara de muita sorte. Eu tenho tanta sorte que o Haddad pode pegar o microfone e dizer para vocês: nós temos a menor inflação acumulada em quatro anos da história do Brasil, o menor desemprego da história do Brasil, o maior crescimento da massa salarial, a maior produção agrícola. Tudo isso porque eu tenho sorte. Então se preparem: quando chegar a eleição, votem em quem tem sorte”, disse o presidente.

Momentos antes de falar no evento, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), havia enumerado resultados da política econômica do governo, como a menor taxa de desemprego da série histórica do IBGE, iniciada em 2012, e o crescimento da massa salarial dos trabalhadores.

Durante o discurso, Lula afirmou que a redução da jornada de trabalho – uma de suas principais bandeiras para a reeleição – deve ser discutida e negociada entre trabalhadores, sindicatos, empresários e o governo federal, e não “enfiada goela abaixo”.

“Precisamos encontrar uma solução [sobre jornada de trabalho]. Não é enfiar goela abaixo”, afirmou. “É melhor construir negociando do que ter que engolir e recorrer à Justiça do Trabalho”, disse o presidente, na conferência.

Em diferentes momentos do discurso, o presidente disse que o governo não vai impor um projeto sem discuti-lo com as partes envolvidas. “Seria fácil enviar para o Congresso uma jornada de trabalho que depois não seria cumprida. O problema não estaria resolvido”, afirmou.

Lula ponderou que as categorias de trabalho têm especificidades e que pode ter uma regra geral sobre a jornada, mas que terá que ser negociada pelas diferentes categorias. “Não é preciso carimbar todo mundo na mesma coisa.”

“Estamos tentando construir um conjunto de propostas que interesse à classe trabalhadora”, disse. “É para que as pessoas tenham mais tempo para descansar, para ficar mais com a família”, afirmou sobre a redução da jornada.

O presidente estava acompanhado do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, dos ministros Fernando Haddad (Fazenda), Simone Tebet (Planejamento e Orçamento), Luiz Marinho (Trabalho) e Márcio França (Empreendedorismo). O presidente nacional do PT, Edinho Silva, também dividiu o palco com Lula, ao lado de lideranças sindicais.

Haddad e Tebet são cotados para disputar as eleições em São Paulo. O ministro da Fazenda deve concorrer ao governo paulista e a ministra, ao Senado. Tebet foi recebida de forma efusiva pela plateia, que gritou seu nome por várias vezes. Alckmin, apesar de ser sondado para participar das eleições no Estado, tem dito que prefere continuar na vice-presidência e que, se não participar da chapa de Lula, não concorrerá neste ano em São Paulo.

Lula participa da abertura da II Conferência Nacional do Trabalho, em SP — Foto: Cristiane Agostine/ Valor

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