O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe nesta quarta-feira (4) o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), líderes partidários da Casa e ministros de Estado para um jantar com o objetivo de recompor a relação com o Congresso e viabilizar a aprovação de projetos vistos como vitrines eleitorais.
A iniciativa busca reverter o clima de tensão entre Executivo e Legislativo que marcou o fim do ano passado e criar um ambiente mais favorável à tramitação de matérias consideradas prioritárias pelo Palácio do Planalto.
Participam ministros do governo, como Fernando Haddad (Fazenda), Rui Costa (Casa Civil), Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais), Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social) e Alexandre Silveira (Minas e Energia), e alguns auxiliares diretos dessas pastas, como Olavo Noleto (secretário-executivo da SRI) e Laércio Portela Delgado (secretário de Imprensa da Secom).
Do lado do Congresso, estão presentes o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o líder do governo, José Guimarães (PT-CE), o líder do PV, Aliel Machado (PV-PR), o líder do PSB, Pedro Campos (PSB-PE), o líder do União Brasil, Pedro Lucas (União-MA), o líder do MDB, Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL), os deputados Arlindo Chinaglia (PT-SP), Paulo Pimenta (PT-RS), Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR), Damião Feliciano (União-PB), Benedita da Silva (PT-RJ), Lindbergh Farias (PT-RJ), além do senador Jaques Wagner (PT-BA).
Na véspera do encontro, Hugo Motta (Republicanos), afirmou ao Valor que o jantar seria um “momento de descontração”. Segundo ele, o encontro seria para conversar sobre a volta aos trabalhos em um ano que será mais curto, por conta das eleições.
Parlamentares ouvidos pela reportagem afirmam que 2026 tende a ser mais tranquilo do que o ano passado, no ponto de vista da relação entre Executivo e Legislativo. A avaliação é de que “está todo mundo pensando na eleição” e “ninguém quer criar motivo de estresse”.
O cronograma de pagamento das emendas parlamentares, acordado no fim do ano passado, também é descrito como um fator que acalma os ânimos.
Além disso, parlamentares governistas veem o centrão mais disposto a conversar. Os líderes do PP e do União Brasil, por exemplo, participam do encontro com o presidente, mesmo após a Federação União-PP ter anunciado, em 2025, a saída da base do governo.
@mesquitaalerta – Aqui, a informação nunca para.
