No domingo (1º de março), milhares de pessoas foram às ruas em ao menos oito capitais brasileiras no ato “Acorda Brasil”. Organizado por lideranças de direita, o movimento concentrou forças na Avenida Paulista para pedir anistia aos presos do 8 de janeiro e criticar ministros do STF.
Quais foram as principais reivindicações dos manifestantes?
O foco central foi a defesa da anistia para os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Além disso, os participantes pediram a derrubada do veto presidencial ao projeto da dosimetria — uma regra que busca equilibrar o cálculo das penas. Críticas severas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, também dominaram os discursos, com pedidos de impeachment e afastamento de magistrados.
Como o evento fortalece a imagem de Flávio Bolsonaro?
O senador Flávio Bolsonaro foi o grande destaque político do ato na Avenida Paulista. Ele foi apresentado como a principal referência da direita para a disputa presidencial de 2026, após indicação feita por seu pai, Jair Bolsonaro. O evento serviu como uma vitrine de unificação, reunindo governadores e prefeitos sob o mesmo palanque, sinalizando que o PL pretende apostar no nome do senador para liderar o campo conservador no próximo pleito.
O que as lideranças disseram sobre o STF?
Os discursos foram marcados pelo tom de enfrentamento ao Judiciário. O deputado Nikolas Ferreira afirmou que o destino de Alexandre de Moraes deveria ser a prisão, enquanto o pastor Silas Malafaia chamou o ministro de ‘ditador da toga’. Foram mencionadas suspeitas envolvendo contratos privados e atuação em inquéritos considerados ilegais pelos oradores. O objetivo das falas foi pressionar o Senado Federal para que pedidos de impeachment contra ministros avancem.
Quem foram as figuras políticas presentes no palanque de São Paulo?
Além de Flávio Bolsonaro e do organizador Nikolas Ferreira, o ato contou com pré-candidatos ao Planalto em 2026, como os governadores Ronaldo Caiado (Goiás) e Romeu Zema (Minas Gerais). O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, também participaram. A presença de diferentes lideranças foi lida como um sinal de que a direita busca convergência estratégica contra o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Como as manifestações se espalharam pelo restante do país?
Embora São Paulo tenha sido o centro político, o movimento ocorreu em outras sete capitais. Em Brasília, parlamentares discursaram em frente ao Museu da República. No Rio de Janeiro, o ato ocupou a praia de Copacabana. Belo Horizonte, Salvador, Curitiba, Goiânia e Porto Alegre também registraram mobilizações. Em todas essas cidades, o eixo comum foi a cobrança por liberdade para os presos de 8 de janeiro e o fim do que chamam de ‘arbitrariedades’ judiciais.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
- “Acorda Brasil” leva multidões às ruas, amplia pressão contra STF e une direita em torno de Flávio Bolsonaro
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