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Milei apresenta denúncia de terrorismo contra manifestantes

O governo do presidente Javier Milei disse ter identificado vários envolvidos nos atos violentos registrados durante protesto contra a reforma trabalhista e anunciou nesta sexta-feira (13) que apresentou uma denúncia formal por terrorismo à Justiça Federal contra essas pessoas.

Segundo informações da agência EFE, a acusação foi formalizada pelo Ministério da Segurança Nacional após os confrontos ocorridos na quarta-feira (11) em frente ao Congresso argentino, em Buenos Aires, que resultaram em 71 detenções. A denúncia enquadra os episódios na Lei Antiterrorista do país, que prevê penas agravadas quando os crimes são cometidos com o objetivo de “semear terror” ou pressionar decisões de autoridades públicas.

O documento apresentado pelo Ministério da Segurança Nacional sustenta que os atos contra a reforma trabalhista – convocados por sindicatos de esquerda – tiveram como finalidade “gerar um cenário de terror na cidadania argentina” e tentar “inibir o funcionamento do Congresso”.

Conforme o texto judicial, também foram mencionados os crimes de atentado à ordem constitucional e à vida democrática, resistência à autoridade, lesões graves e danos agravados. A classificação como terrorismo permite uma investigação federal mais ampla, com possibilidade de penas mais severas e sem concessão automática de liberdade provisória.

A ministra da Segurança Nacional, Alejandra Monteoliva, afirmou nesta quinta-feira (12) que 12 agentes das forças de segurança ficaram feridos durante os confrontos, frutos dos protestos. A pasta divulgou ainda um documento com fotografias, nomes e números de identidade de cerca de 20 pessoas apontadas como envolvidas nos episódios de violência.

Mesmo sob forte pressão dos atos, o Senado da Argentina aprovou a reforma trabalhista. O projeto seguirá agora para a Câmara dos Deputados, e o governo Milei espera que a proposta esteja pronta para promulgação antes de de março.

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