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O alvo estratégico no Irã

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Uma pequena ilha de 20 km² no Golfo Pérsico tornou-se o centro das atenções militares nesta semana de março de 2026. A Ilha de Kharg, que escoa 90% do petróleo iraniano, surge como o ponto de pressão ideal para EUA e Israel enfraquecerem a economia e a Guarda Revolucionária do regime de Teerã.

Qual é a função da Ilha de Kharg para a economia do Irã?

A ilha funciona como um enorme terminal de exportação e estocagem. É o principal ‘gargalo’ físico do país, por onde passa quase todo o petróleo bruto vendido ao exterior. Recentemente, o Irã atingiu a marca de 4 milhões de barris diários processados no local, um recorde que não era visto desde 2018, reforçando Kharg como o pilar de sobrevivência financeira do governo.

Quem controla as operações nessa área estratégica?

A ilha está sob vigilância direta da Guarda Revolucionária Islâmica. Esse grupo paramilitar, que age de forma independente das forças armadas regulares, utiliza os recursos gerados pelo petróleo para financiar o aparato de repressão interna e manter a máquina pública funcionando. A relação entre a Guarda e o terminal de Kharg é considerada simbiótica por especialistas.

Como a produção de petróleo dribla as punições internacionais?

O Irã utiliza o que especialistas chamam de ‘frota fantasma’ para contornar embargos e sanções do Ocidente. A Ilha de Kharg é o ponto de partida desses navios que levam o combustível principalmente para o mercado da China. Perder esse controle significaria um estrangulamento imediato das receitas em moeda estrangeira de Teerã.

Quais são os riscos de um ataque direto a essa infraestrutura?

O principal medo é um choque na economia global. Um bloqueio ou destruição do terminal faria o preço do barril de petróleo disparar, com estimativas de aumento imediato entre 10 e 12 dólares. Como os danos seriam graves, o petróleo ficaria fora do mercado por um longo tempo, gerando instabilidade prolongada nos preços de combustíveis e energia em todo o mundo.

Um golpe em Kharg seria capaz de derrubar o regime de imediato?

Analistas avaliam que a queda não seria automática. Embora causasse um colapso financeiro e impedisse o pagamento das forças de segurança, regimes autoritários costumam sobreviver por longos períodos em ‘economia de guerra’. A queda dependeria de outros fatores, como divisões entre os líderes religiosos e militares e a capacidade de organização da oposição interna.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

  • O ponto mais sensível do Irã que EUA e Israel ainda não atingiram

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