A rede de clínicas para tratamento de câncer Oncoclínicas apurou um prejuízo líquido de R$ 1,51 bilhão no quarto trimestre de 2025, quase o dobro do registrado em igual período do ano anterior. A companhia divulgou resultados trimestrais na noite desta quinta-feira (9).
Entre outubro e dezembro, a Oncoclínicas somou R$ 1,36 bilhão em receita líquida, o que representa um declínio de 12,6% na base anual.
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“A queda da receita está, principalmente, relacionada à interrupção dos serviços prestados à Unimed FERJ e à política comercial aplicada durante o ano pela companhia que visava reduzir exposição a fontes pagadoras com altos índices de inadimplência que, por consequência, eram mais intensivos no consumo de capital de giro”, explica a companhia no balanço de resultados.
As despesas operacionais totalizaram R$ 1,13 bilhão no três meses finais do ano passado, recuando 5% em relação ao quarto trimestre de 2024. A companhia informou ter reconhecido nessa linha uma baixa contábil de R$ 711,2 milhões relacionada “a projeções futuras de desempenho operacional de algumas unidades”.
O resultado financeiro do trimestre foi negativo em R$ 431,9 milhões, contra os R$ 23,8 milhões negativos de um ano antes. A Oncoclínicas reportou ter incluído nas despesas financeiras R$ 213,9 milhões que detinha em títulos do Banco Master. No terceiro trimestre, a empresa já havia reconhecido uma baixa de R$ 217 milhões pelo mesmo motivo. “Em 31 de dezembro de 2025, a companhia não está contabilizando nenhuma posição de caixa no Banco Master”, afirma.
A empresa realizou uma baixa de ativos fiscais diferidos no valor de R$ 374,7 milhões, com impacto no resultado do período. “O ajuste não possui efeito caixa e reflete, exclusivamente, a reavaliação das expectativas de geração de lucros tributáveis futuros”, explica.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) foi negativo em R$ 574 milhões no período. Quando ajustado para excluir itens não recorrentes, o efeito não caixa do plano de incentivo de longo prazo e ativos disponíveis para venda, foi positivo em R$ 238,8 milhões, com uma margem de 17,4%.
A dívida líquida financeira da companhia, somada às aquisições a pagar, atingiu R$ 2,94 bilhões no fim do trimestre.
A alavancagem financeira, medida divida líquida mais as aquisições a pagar sobre o Ebitda ajustado anualizado encerrou o ano em 3,5 vezes. A companhia informa que, para efeitos de “covenants” (cláusulas restritivas) financeiros, o cálculo é diferente e atingiu o índice de 4,3 vezes, levando-a à necessidade de negociação de “waivers” com credores financeiros.
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