A escassez de profissionais especializados para atender às novas demandas do sistema de saúde é um dos principais gargalos do setor no Brasil, afirmou Bruno Sobral, diretor executivo da FenaSaúde, durante o evento Rumos, do Valor.
Segundo Sobral, o desafio vai além da formação de novos profissionais e passa pela necessidade de maior coordenação do cuidado. Ele destacou que pacientes frequentemente circulam por diferentes especialistas, como cardiologistas, geriatras e outros, sem integração adequada entre os atendimentos. “O desafio dos gestores de saúde é coordenar esse cuidado de forma mais eficiente, garantindo que o paciente esteja no lugar certo, na hora certa”, disse.
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O executivo ressaltou que há déficit de médicos, enfermeiros e equipes treinadas para modelos de cuidado mais complexos e contínuos, incluindo o acompanhamento funcional e o cuidado de longo prazo. “Não formamos profissionais em quantidade suficiente para atender essa demanda, que não é nova e tende a crescer com o envelhecimento da população”, afirmou.
Sobral defendeu ainda o estímulo à demanda por esse tipo de cuidado especializado, com foco não apenas em tratamentos clínicos, mas também em saúde mental e aspectos sociais. Para ele, intervenções nessas áreas ajudam a melhorar a adesão a outros tratamentos e a qualidade de vida dos pacientes, reduzindo o isolamento e o agravamento de quadros de saúde.
Na avaliação do diretor da FenaSaúde, esse processo exige um conjunto de investimentos coordenados entre setor público, privado e sociedade. “Não se trata apenas de custo, mas de dar visibilidade ao problema e criar condições para que as pessoas enfrentem essa nova realidade com mais qualidade de vida.”
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