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Tendência de preço de petróleo é altista com ataques ao Irã, mas situação ainda é indefinida, diz IBP | Mundo

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O presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), Roberto Ardenghy, afirmou neste sábado (28) que os ataques dos Estados Unido e Israel ao Irã trazem tendência é altista no preço do petróleo, mas situação é indefinida e não se imagina o barril a US$ 100. O IBP reúne as principais empresas do setor de óleo e gás com atuação no Brasil.

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“Na atual situação, a tendência é altista no preço de petróleo, mas a situação é indefinida e vai depender de quão graves serão os eventos no fim de semana. Não acredito em petróleo a US$ 100”, disse.

Na sexta-feira (27), o preço do barril do petróleo do tipo Brent fechou em alta de 2,45%, a US$ 72,48. Para Ardenghy, é possível que a alta na segunda-feira (2) fique entre US$ 3 e US$ 5: “O que veremos na segunda-feira são movimentos quase especulativos. Devemos ter um aumento na faixa de US$ 3, US$ 4, US$ 5, o que já é um aumento alto. Mas é preciso aguardar o que vai acontecer em seguida”.

A guerra altera o cenário para o mercado de petróleo, segundo o presidente do IBP, que vivia expectativa de relativa estabilidade entre produção e consumo de petróleo em 2026 e em 2027, com preços do barril entre US$ 60 e US$ 75.

“Esse tipo de conflito geopolítico muda muito a situação do mercado de petróleo, tanto por causa da produção do Irã, mas principalmente pela questão do Estreito de Ormuz, por onde passa 25% do petróleo exportado no mundo. O Estreito é muito suscetível a qualquer tipo de ação militar e tem essa sensibilidade de ser rota muito importante para países como Índia, China e Japão.”

Na avaliação de Ardenghy, se o conflito no Oriente Médio perdurar, pode ser uma oportunidade para o Brasil aparecer como um substituto a produtores da região. O país é o nono exportador mundial de petróleo, com “produção muito confiável”, pela falta de conflitos geopolíticos, tem petróleo de qualidade, do pré-sal, e com pouca emissão de carbono.

“O Brasil já é importante exportador para a Ásia, o petróleo foi o principal produtor exportado em 2024 e em 2025. O país pode se consolidar como fornecedor de petróleo para mercados que dependem daquela região, se o conflito perdurar. Por isso é importante falar da produção de petróleo na Margem Equatorial e na bacia de Pelotas”, afirmou.

Nesse caminho para conquistar outros mercados, no entanto, o Brasil deve enfrentar concorrência de países como Nigéria, Guiana e Guiné Equatorial.

— Foto: Reuters

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