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Toffoli deixará relatoria do caso Master no STF | Política

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), deixará a relatoria da investigação sobre o suposto esquema de fraude no Banco Master. O anúncio foi feito na noite desta quinta-feira (12) pela Corte, após reunião que contou com a participação de todos os integrantes do Supremo. A apuração será redistribuída por sorteio a outro relator.

“A pedido do ministro Dias Toffoli, levando em conta sua faculdade de submeter à Presidência do Tribunal questões para o bom andamento dos processos e considerados os altos interesses institucionais, a Presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos todos os ministros, acolhe a comunicação de sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob a sua relatoria para que a presidência promova a livre redistribuição”, diz a nota.

A reunião foi convocada pelo presidente do STF, Edson Fachin, após vir a público a informação de que ele recebeu da Polícia Federal um relatório sobre o caso que traz menções a Toffoli encontradas em aparelhos do dono da instituição, Daniel Vorcaro. As informações estão sob sigilo.

Pela manhã, o ministro admitiu que faz parte do quadro societário da Maridt, empresa que vendeu parte de sua participação no resort Tayayá a um fundo ligado a Fabiano Zettel, cunhado do dono do Master, Daniel Vorcaro. O ministro, no entanto, negou que seja amigo de Vorcaro ou que tenha recebido dinheiro do banqueiro.

Fachin abriu uma arguição de suspeição para avaliar se o ministro deveria ser afastado da relatoria das investigações sobre o Master. Na reunião, os dez integrantes da Corte entenderam que não é o caso de declarar Toffoli suspeito. A decisão garante que as decisões tomadas por Toffoli até aqui não sejam anuladas.

“Os dez Ministros do Supremo Tribunal Federal, reunidos em 12 de fevereiro de 2026, considerando o contido no processo de número 244 AS [arguição de suspeição], declaram não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição, em virtude do disposto no art. 107 do Código de Processo Penal e no art. 280 do Regimento Interno do STF”, disse o STF em nota.

Com isso, prossegue o texto, o STF reconhece “a plena validade dos atos praticados pelo ministro Dias Toffoli na relatoria da Reclamação 88.121 e de todos os processos a ela vinculados por dependência”, afirma, em referência à investigação do Master.

A nota expressa “apoio pessoal” dos ministros a Toffoli, bem “como a inexistência de suspeição ou impedimento”. “Anote-se que sua excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República”.

“A Presidência adotará as providências processuais necessárias, para a extinção da AS e para remessa dos autos ao novo Relator”, conclui a nota enviada a jornalistas pelo STF.

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