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Trump defende “nacionalização” de futuras eleições nos EUA

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O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a sugerir nesta terça-feira que o Partido Republicano deve “nacionalizar” o voto nos EUA, colocando em xeque a autonomia de alguns estados, especialmente os democratas, conforme previsto na Constituição.

“Quero que as eleições sejam honestas e, se um estado não consegue realizar uma eleição, acho que as pessoas que me apoiam deveriam fazer algo a respeito”, disse no Salão Oval, acompanhado de aliados partidários do Congresso durante uma cerimônia de assinatura de um projeto de lei para reabrir o governo federal após uma breve paralisação administrativa.

Trump defendeu ainda que o governo federal deve supervisionar as eleições de meio de mandato, atualmente organizadas pelos estados. Nos EUA, as eleições são regidas por leis estaduais sob a Constituição americana, permitindo assim que os americanos participem de um sistema de votação descentralizado, no qual os cidadãos votam em seções eleitorais administradas em nível local. O governo federal desempenha um papel limitado nesse processo.

Segundo o presidente, algumas cidades estão tomadas por irregularidades e corrupção eleitoral, embora não tenha apresentado provas para sustentar essas alegações. Ele cita Detroit, Filadélfia e Atlanta, todas governadas por democratas. Trump insiste que “o governo federal não deveria permitir isso”.

“Acho que o governo federal deveria se envolver”, acrescentou Trump, reiterando uma posição que já defendeu no passado e que atraiu críticas de autoridades estaduais e especialistas em eleições, que argumentam que uma maior intervenção federal poderia prejudicar a autonomia dos estados.

As declarações do presidente surgem após a Casa Branca tentar minimizar os comentários feitos por seu porta-voz, que sugeriu que o Partido Republicano deveria “nacionalizar” as eleições, uma ideia que provocou reações imediatas de parlamentares democratas e alguns republicanos.

O presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson (republicano da Louisiana), tentou contornar as críticas de aliados do presidente, argumentando que ele estava apenas “expressando sua frustração” com supostos problemas na aplicação das leis eleitorais em certos estados de tendência democrata.

As declarações de Trump surgiram dias depois de agentes do FBI revistarem o principal escritório eleitoral do Condado de Fulton, na Geórgia, onde fica Atlanta, em busca de registros relacionados às eleições de 2020.

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