Os Estados de Norte e Nordeste vão liderar o crescimento econômico em 2026, segundo projeções da Tendências Consultoria. Motor do crescimento brasileiro nos últimos anos, o Centro-Oeste terá um crescimento menos vistoso neste ano, na esteira de um desenvolvimento menos vistoso após a safra recorde de 2024/2025. Já Sudeste e Sul irão amargar crescimentos abaixo do PIB do país, que deve expandir 1,6%, nas projeções da consultoria.
No país como um todo, a economia deve desacelerar de 2,3% em 2025 para 1,6% em 2026, nos cálculos da Tendências. No início de março, o IBGE deve confirmar uma economia andando praticamente de lado no fimdo ano passado, mas que deve reacelerar no primeiro semestre com a colheita da safra e a entrada em vigor de medidas que devem impulsionar o consumo, como a isenção do imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e programas como Luz para Todos e Gás para o Povo.
Veja como fica o desempenho em cada Estado e região.
Roraima deverá apresentar o maior crescimento relativo entre todos os Estados brasileiros neste ano, com um PIB avançando 2,8%. O Estado vem emendando vários anos de bom desempenho na esteira do crescimento da agropecuária, especialmente das lavouras de soja, mas também banana, arroz, mandioca e ovos.
Amapá (2,7%) e Pará (2,6%) completam o pódio dos Estados que mais devem crescer em 2026. Este último também deve ser destaque, com retomada da mineração pela Vale e bom desempenho do turismo, que ainda colhe os frutos da realização da COP30.
Piauí e Pernambuco aparecem logo abaixo do top 3 de melhores desempenhos neste ano, ambos com avanço de 2,5% do PIB. No caso do primeiro, o desempenho das safras de soja, arroz e feijão devem ajudar a impulsionar a economia local. Já o segundo irá se beneficiar da retomada do refino em Abreu e Lima, que sofreu com paradas em 2025 para manutenção e ampliação da capacidade de produção.
A performance menos vistosa reflete, sobretudo, o forte crescimento da agropecuária em 2025, que deixa uma base de comparação alta. Mato Grosso deve ser o Estado de maior avanço na região com alta de 2,2%, com recuperação da indústria, especialmente em biocombustíveis, químicos e minerais não metálicos.
A Selic alta deve reprimir o consumo das famílias este ano e, com isso, o desempenho da região, sede da maior parte da indústria de transformação nacional.
Minas Gerais deve ser o destaque regional com alta de 2,1% do PIB, com a melhora da indústria extrativa no Estado. Outro destaque é a produção de café, cuja produtividade deve crescer neste ano.
O destaque da região será o Rio Grande do Sul, cujo crescimento deve acelerar de 0,8% em 2025 para 1,7% este ano. A produção agrícola – especialmente de soja e trigo – deve se recuperar com a perspectiva de um La Niña mais fraco em 2026.
O Estado e a região como um todo também se beneficiam de boas perspectivas para a produção de aves, suínos e do leite, que devem se beneficiar da virada do ciclo do boi.
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