InícioMundoViolência na Colômbia impacta favoritismo da esquerda

Violência na Colômbia impacta favoritismo da esquerda

Publicado em

A poucos dias das eleições presidenciais de 31 de maio de 2026, uma onda de atentados na Colômbia deixou 20 mortos em dois dias. A crise de segurança coloca em xeque a vantagem de Iván Cepeda, candidato da esquerda apoiado por Gustavo Petro, frente ao avanço de nomes da direita.

Quem são os principais candidatos na disputa presidencial colombiana?

O favorito nas pesquisas é Iván Cepeda, senador de esquerda que conta com o apoio do atual presidente Gustavo Petro. Logo atrás aparecem os candidatos de direita Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia. O cenário atual indica que a decisão deve ir para o segundo turno, exigindo que os candidatos busquem alianças para vencer.

Por que a segurança pública se tornou o tema central da campanha?

A Colômbia vive uma escalada de violência com mais de 30 atentados recentes ligados a grupos guerrilheiros. Isso ocorre após o fracasso do plano de ‘paz total’ de Petro, que buscava acordos com dissidentes das Farc. Especialistas apontam que grupos armados ampliaram sua influência de 6 para até 14 departamentos (estados) durante o atual governo, gerando pânico na população.

Como a direita está utilizando a crise de segurança politicamente?

Candidatos como Paloma Valencia argumentam que a política de diálogo da esquerda falhou em conter o crime. Eles prometem abandonar as negociações e retomar o que chamam de ‘guerra total’ contra as facções. Quando a violência aumenta perto da votação, os eleitores tendem a buscar propostas de ‘mão dura’ e controle estatal, o que historicamente beneficia a oposição conservadora.

Qual é o posicionamento do governo e da esquerda sobre os ataques?

O presidente Gustavo Petro e o candidato Iván Cepeda afirmam que a violência é uma tentativa da ‘extrema-direita’ e de narcotraficantes para sabotar as eleições e enfraquecer a candidatura oficialista. Eles defendem que os ataques provam que acordos urgentes com os grupos armados são mais necessários do que nunca para pacificar o país.

A onda de violência pode realmente mudar o resultado das urnas?

Sim. Analistas indicam que crises de segurança deslocam o debate de temas sociais, como desigualdade, para ordem e controle. Se o eleitor sentir que o Estado perdeu o comando do território, a eleição pode se transformar em um plebiscito sobre a governabilidade, quebrando o favoritismo da esquerda no ponto mais sensível de seu legado: a promessa de paz.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

  • Onda de violência na Colômbia põe em xeque favoritismo da esquerda na eleição

@mesquitaalerta – Aqui, a informação nunca para.

Artigos mais recentes

Por unanimidade, TSE mantém cassação de Silvia Waiãpi

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou, nesta quinta-feira (30), o recurso da ex-deputada Silvia...

Apple diz que a demanda por laptop de baixo custo está ‘fora de série’

O CEO da Apple, Tim Cook, afirma que a...

Lula silencia sobre derrotas e libera R$ 21 bilhões em crédito para caminhoneiros

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) silenciou, na tarde desta quinta-feira (30),...

Trump diz que Merz deveria priorizar “Alemanha quebrada”

O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a subir o tom contra o chanceler...

MAIS NOTÍCAS

Por unanimidade, TSE mantém cassação de Silvia Waiãpi

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou, nesta quinta-feira (30), o recurso da ex-deputada Silvia...

Apple diz que a demanda por laptop de baixo custo está ‘fora de série’

O CEO da Apple, Tim Cook, afirma que a...

Lula silencia sobre derrotas e libera R$ 21 bilhões em crédito para caminhoneiros

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) silenciou, na tarde desta quinta-feira (30),...