O coronel Antônio Aginaldo de Oliveira, marido de Carla Zambelli, levará à ex-deputada federal argumentos em favor de uma desistência de recorrer à Suprema Corte de Cassação, aceitando sua extradição ao Brasil. A informação foi revelada pelo advogado Fabio Pagnozzi, que atua no caso, nesta sexta-feira (27), em entrevista à CNN Brasil.
“Ontem eu tive uma conversa com o coronel Aginaldo, marido da Carla Zambelli, que de repente seria uma opção Carla Zambelli voltar ao Brasil. Ela já cumpriu praticamente oito meses da sua pena enquanto estava esperando a extradição, […] e esse processo pode demorar mais seis, sete meses, um ano. Então ela vai continuar detida todo esse tempo. Será que não seria mais fácil estar no Brasil, próxima à família? Então essa é uma questão que o coronel Aginaldo levará a Carla Zambelli ainda esta semana”, afirmou.
A ex-deputada federal foi condenada a dez anos de prisão por invasão de sistema informático e falsidade ideológica. De acordo com a acusação, ela teria financiado uma invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) executada por Walter Delgatti Neto, o “hacker de Araraquara”, que também está preso.
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Logo após o caso encerrar, ela foi para a Itália. Nesta quinta-feira (26), a Quarta Seção Penal da Corte de Apelação de Roma aprovou a extradição solicitada pelo governo brasileiro.
A decisão foi tomada pelos juízes Flávio Monteleone, Aldo Morgigni e Fabrizio Suriano. Eles entenderam que os crimes pelos quais Zambelli foi condenada no Brasil possuem um equivalente na Itália, e que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes não a perseguiu politicamente nem foi parcial ao julgar a ex-deputada. A cidadania italiana também não foi considerada um impeditivo.
“O fato de a pessoa a ser extraditada possuir dupla cidadania italiana e brasileira não constitui impedimento; pelo contrário, fortalece o vínculo jurídico entre a pessoa e o Estado requerente, que a considera cidadã de pleno direito e, portanto, tem plena legitimidade para requerer sua extradição para o cumprimento da sentença”, conclui.
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