O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que não há risco sistêmico para o sistema bancário devido às fraudes do Banco Master, porque esse risco ficou concentrado no Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
“Ele [Daniel Vorcaro] percebeu uma brecha na legislação e operou em cima dessa brecha. Machuca o fundo para valer, está pegando aí de 30% a 50% do volume do fundo, mas está restrito a isso”, afirmou Haddad que participa neste momento do podcast Flow.
Ele afirmou que será preciso recompor o fundo financeiramente, mas defendeu que haja também mudanças nas regras para fechar brechas para evitar novas fraudes.
“Espero que mudando as regras, porque as brechas que permitiram ao Banco Master fazer essa operação, elas não podem existir mais”, disse. “Algumas normas já foram alteradas pelo Banco Central. Isso tudo é Banco Central, que é um órgão autônomo, não tem nada a ver com o governo, mas a instituição Banco Central vai estar fazendo a revisão das normas para que isso não venha a acontecer de novo”, completou.
O ministro afirmou, ainda, que as fraudes nos CDBs do Banco Master aconteceram, principalmente, durante a gestão de Roberto Campos Neto à frente do BC. Segundo ele, o problema foi “estancado” após Gabriel Galípolo assumir a presidência da autoridade monetária em 2025. “Desde que houve mudança na gestão do BC, tratamento ao Master é outro”, argumentou.
Haddad voltou a repetir que o Banco Master é a maior fraude bancária do Brasil e talvez uma das maiores do mundo. Ele defendeu que as investigações cheguem até o final: “Todo mundo está 100% alinhado a levar isso até o fim, dentro da lei”.
Ainda durante o podcast, ele ponderou que, se o risco financeiro do caso Master está restrito ao FGC, do ponto de vista moral, o impacto é mais amplo. “Do ponto de vista moral, impacto [do Master] é bem amplo, envolve governos estaduais e municipais”, disse.
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