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Cashin expande atuação e se prepara para captar R$ 25 milhões em nova rodada de investimento | Média É Mais

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Empresas que precisam pagar bônus e prêmios a vendedores, balconistas ou promotores espalhados por centenas ou milhares de pontos de venda enfrentam um problema operacional recorrente. O desafio está em distribuir esses valores, conferir quem recebeu, comprovar os pagamentos e manter registros para auditoria.

Para facilitar esse tipo de operação, Nani Gordon e Luciana Ramos tiveram a ideia de criar a fintech Cashin em 2018. No ano passado, o faturamento da Cashin ficou um pouco acima de R$ 15 milhões. A empresa tem cerca de 280 empresas clientes, além de aproximadamente 200 mil usuários e uma equipe de 45 funcionários, contam as empreendedoras.

Para sustentar a expansão, a Cashin prepara uma nova rodada de investimento. A empresa pretende captar entre R$ 20 milhões e R$ 25 milhões em uma Série A, etapa de financiamento voltada a startups que já validaram o modelo de negócio e buscam acelerar o crescimento. Segundo as fundadoras, o principal destino do capital será acelerar o desenvolvimento do produto e ampliar a estrutura comercial da empresa.

Antes de lançarem a fintech, as sócias atuaram no varejo por mais de uma década. A experiência na área de produtos favoreceu a criação de uma plataforma digital para que empresas conseguissem distribuir incentivos financeiros e outros pagamentos para colaboradores e parceiros comerciais.

A iniciativa bem-sucedida estimulou as fundadoras a ampliarem o escopo da empresa. Além dos programas de incentivo que deram origem ao negócio, a Cashin começou a usar a mesma infraestrutura da plataforma para processar outros tipos de pagamentos corporativos, como reembolsos e despesas operacionais. “Desde 2025 percebemos um aumento do número de clientes que usavam a Cashin também para outras necessidades dentro da empresa: reembolsos, pagamentos diversos, terceiros e outros”, diz Gordon. Lançaram então a Cashin Pay, plataforma que gera relatórios e extratos para gestão de pagamento corporativas. A expectativa é que o sistema atinja, até o fim do ano, o mesmo volume transacionado pelo Cashin Incentivos, cerca de R$ 300 milhões.

As empresas clientes da plataforma têm geralmente de 500 a 1.000 funcionários. “Muitas das grandes indústrias do Brasil estão com a gente, como Hypera Pharma e Tigre”, afirma Ramos.

Em vez de distribuir cartões físicos ou vales, os clientes da Cashin depositam o valor diretamente em uma carteira digital vinculada ao usuário, que pode usar o recurso de diferentes formas. Para a companhia que paga o incentivo, o sistema também funciona como ferramenta de gestão e acompanhamento das campanhas.

“É uma vantagem poder monitorar tudo que eu entrego, pra quem eu entrego, com relatórios. A plataforma é 100% customizável, então conseguimos dar senha para auditoria, por exemplo, e isso facilita muito o processo”, diz Gordon.

É justamente nesse ponto em que a empresa tenta se diferenciar de um banco tradicional. Segundo as fundadoras, o objetivo não é apenas fazer a transferência do dinheiro, mas permitir que a empresa acompanhe toda a operação: quem recebeu, em qual campanha, em qual ponto de venda e com quais resultados.

“A gente quer entregar mais do que um banco”, afirma Ramos.

O modelo de receita se baseia principalmente na cobrança de um percentual sobre os valores movimentados pelas empresas dentro da plataforma. Na prática, a fintech recebe uma taxa sobre cada operação realizada pelas empresas que utilizam o sistema.

A base de usuários inclui desde profissionais de vendas de grandes indústrias até trabalhadores de renda mais baixa que participam de programas de incentivos ligados a campanhas comerciais. Segundo as sócias, esse tipo de programa é comum em setores como farmacêutico, bebidas e bens de consumo, em que fabricantes dependem de vendedores e balconistas para impulsionar as vendas.

Hoje, segundo as fundadoras, grande parte do crescimento da empresa ocorre de forma orgânica, por indicação de clientes. As empresárias contam que boa parte dessas indicações parte de profissionais de marketing que mudam de empresa e costumam levar a ferramenta para a nova companhia, ampliando a base de contratos.

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