O líder do partido de direita nacionalista Chega, André Ventura, disse que Portugal não deve pedir desculpas pelo período colonial.
Ventura, que foi derrotado no segundo turno da eleição presidencial portuguesa no início do ano, fez os comentários em debate com o historiador José Pacheco Pereira transmitido pela CNN Portugal na segunda-feira (13).
O tema do debate foram os 52 anos da Revolução dos Cravos, que restaurou a democracia no país europeu e teve como uma das consequências o fim da Guerra Colonial Portuguesa e a independência de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.
“Não venha cá dizer que nós temos que pedir desculpa pelos nossos 500 ou 600 anos em Angola, em Moçambique, na Guiné. Então, quero dizer, e as igrejas que construímos, e as barragens, e as estradas, e os hospitais, e as escolas, e tudo aquilo que construímos lá? Tudo isso é para ser atirado fora? Devemos agora penitenciar-nos por isso ter acontecido?”, afirmou Ventura.
“O problema da esquerda intelectual é que é tão pouco patriota que não consegue perceber que aquilo que Portugal fez em centenas de anos… teve coisas erradas, com certeza que teve, mas teve uma coisa, que era o mundo a girar naquele tempo, levamos a fé cristã a muitos povos do mundo, levamos civilização a sítios que não tinham civilização, construímos onde não havia nada para construir e onde nós construímos, em Moçambique, ainda hoje tem barragem que fomos nós que construímos. Eles também vão nos indenizar?”, disse o líder de direita.
O Chega é contrário ao pagamento de compensações a ex-colônias portuguesas e em 2024, quando o então presidente Marcelo Rebelo de Sousa disse a jornalistas que Portugal tem “a obrigação” de liderar um processo de reparação, Ventura descreveu as declarações do chefe de Estado português como uma “profunda traição ao país” e uma “irresponsabilidade criminosa”.
O Chega também sugeriu que o presidente português fosse levado à Justiça por “traição” por suas declarações.
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