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Ministro do STJ investigado por assédio sexual é internado com palpitações no coração | Política

O ministro do Superior Tribunal de Justiça Marco Buzzi foi internado nesta quinta-feira (5) com um “quadro de palpitações e precordialgia”. A condição causa dor ou desconforto na região do tórax, próximo do coração.

Segundo informou o hospital DF Star, onde Buzzi está internado em Brasília, a equipe médica optou pela internação para investigar e controlar os sintomas. Não há previsão de alta.

Buzzi é acusado de ter assediado uma jovem de 18 anos. Na quarta-feira (4), uma comissão foi instalada no STJ para apurar o ocorrido.

Nesta quinta, segundo informou a corte superior, o ministro formalizou o seu pedido de licença médica e apresentou um atestado.

A comissão que irá conduzir a sindicância no STJ é composta pelos ministros Raul Araújo e Antonio Carlos Ferreira. A escolha se deu por sorteio e incluía também a ministra Isabel Gallotti, mas ela se declarou impedida.

O caso também está em apuração pela Corregedoria Nacional de Justiça, que é vinculada ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Até o momento, o órgão tomou o depoimento da jovem e seus familiares.

Há também um caso na esfera criminal que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob a relatoria do ministro Nunes Marques. O caso chegou até a corte porque, como ministro do STJ, Buzzi tem foro por prerrogativa de função.

O caso foi revelado pela revista “Veja”. A vítima seria uma jovem, filha de um casal de amigos de Buzzi. A família estava hospedada na casa do ministro, em Santa Catarina. O caso teria ocorrido em janeiro deste ano.

Buzzi nega a acusação. “O ministro Marco Buzzi informa que foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos. Repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”, disse.

O advogado Daniel Bialski atua na defesa da jovem e de sua família. Em nota, ele disse que “neste momento o mais importante é preservá-los”, diante do “gravíssimo ato praticado”. Ele afirmou que aguarda “rigor nas apurações e o respectivo desfecho perante os órgãos competentes”.

Ministro Marco Buzzi, do STJ — Foto: Divulgação/STJ

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