Em março de 2026, o Supremo Tribunal Federal (STF) acumulou 78,6% de menções negativas em uma amostra de 56,2 milhões de postagens nas redes sociais Facebook, Instagram, X e TikTok. O volume foi puxado por reações negativas a Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Nunes Marques, mas aplacado por elogios a André Mendonça. Enquanto isso, 11,4% das menções são neutras e menos de 10% adotam um discurso de defesa institucional.
Os dados são do estudo “STF sob pressão digital”, da AtivaWeb Datalab, divulgado nesta terça-feira (7). O subtítulo do relatório traz a avaliação geral do quadro: “No digital, não existe indivíduo sem instituição e o STF está pagando essa conta”. De acordo com o documento, a manutenção do cenário em três meses consecutivos demonstra uma consolidação da crise de imagem da Corte.
A análise qualitativa indica que, embora as críticas sejam direcionadas a ministros específicos, o usuário médio não separa ministro e Corte, igualando ambos em um sentimento de aversão, impulsionado pela percepção de excesso e, com ele, abuso de poder.
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Ainda de acordo com o instituto, a solução passaria por evidenciar que os mandatos terminam, destacar o funcionamento das decisões colegiadas, contextualizar as decisões monocráticas e exaltar os julgamentos históricos, tudo isso com base na posição que a Corte já ocupa nas redes sociais.
Atualmente, o Supremo possui 53 mil seguidores no Facebook, 740 mil no Instagram, 2,5 milhões no X e 141,1 mil no TikTok, totalizando 3,4 milhões. Para fins de comparação, o presidente Lula (PT) acumula 36,1 milhões nas mesmas redes, enquanto o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) soma 61,4 milhões.
O caso Master atingiu em cheio a reputação dos magistrados e levou o presidente do STF, Edson Fachin, a articular a criação de um código de ética. Em outra frente, o ministro Flávio Dino tenta recuperar o apoio popular com ações que controlam as emendas parlamentares e restringem o pagamento de benefícios acima do teto salarial do funcionalismo público, os chamados “penduricalhos”.
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